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PALAVRA DO DOUTOR: O QUE REALMENTE IMPORTA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcelo Mari de Castro   
Sáb, 11 de Junho de 2011 00:00

Médico PSF, cirurgião, legista IML e Professor de Medicina LegalMédico PSF, cirurgião, legista IML e Professor de Medicina Legal

A vontade é de escrever sobre “mães”, mulheres, guerreiras depois do mês de Maria. Seria cômodo deixar de lado o que incomoda... Deixarei pra um outro momento. Pra “coisas boas” não há regra, prazos e tão pouco tempo correto!

Eu até gosto de assuntos polêmicos. Acho que, se bem explorados, podem trazer benefícios e crescimento, mas, quando extrapolados, quando mudam pra outra esfera, transformando-se em desrespeito, sinto-me na obrigação de me expressar. Nunca me calar.
Recentemente a homofobia tomou espaço entre as capas de jornais escritos, revistas e programas de TV. Seria este assunto uma “descoberta” ou simples-mente fechávamos os olhos e tapávamos nossos ouvidos para sua reprimida existência.

Assino um jornal que me trouxe (na capa) o seguinte texto: “Kit do MEC estimula homossexualidade”; “Deputados criticam material entregue em escolas públicas”. Fiquei pensando muito tempo antes de criar coragem de ler as repor-tagens. Pior ainda, depois que li, fiquei dias remoendo aqueles textos. Só me vinha à mente os sentimentos fragmentados dos pais que possuem filhos em escolas públicas, nos homossexuais, no preconceito explícito, no desrespeito ao semelhante, entre muitas outras coisas.

Em um curto espaço de tempo, surgiu uma nova matéria: “assassinato seguido de suicídio em escola no Rio de Janeiro...”. Aí me veio uma pergunta: o que nos “dói” mais, o homossexual ou a insegurança e a vulnera-bilidade?

Para aqueles “re-presentantes do povo”, as-sentados confortavelmente em uma cadeira na As-sembleia, se preocupando com opções sexuais alheias e acreditando no incentivo sexual através de um informativo, em forma de cartilha, lhes digo o que realmente “estimula” neste país: a corrupção, o mau-caratismo político, a impu-nidade, a falsidade de ser um representante dos direito humanos e praticar atos preconceituosos desres-peitando toda e qualquer liberdade do ser humano... Isto sim estimula aquilo que nos rouba o que temos de mais valioso, aquilo que muitos conquistaram com o seu sangue por nós: a liberdade de escolha!

Devemos repensar nossas atitudes. Lembrar que o respeito gera respeito, amor traz amor e união, faz a força. Sejamos todos felizes!

Marcelo Mari de Castro - Médico PSF, Médico Cirurgião, Médico Legista IML/MG, Professor Universitário na cadeira de Medicina Legal.

Última atualização Sáb, 11 de Junho de 2011 20:35
 
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