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PALAVRA DO DOUTOR: POR QUE ADIAMOS AS COISAS? QUEM SOUBER QUE ME CONTE! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcelo Mari de Castro   
Qua, 13 de Abril de 2011 00:00

Médico PSF, cirurgião, legista IML e Professor de Medicina LegalMédico PSF, cirurgião, legista IML e Professor de Medicina Legal

Agora não me recordo se foram passados 20 ou 30 dias. Sabe-se lá. O importante é que eu não sei onde o coloquei. É, não sei! Assumo! E sabe por quê? Por que adiei o meu compromisso... adiei minha promessa de ler aquele maldito artigo... e olha que o texto falava exatamente sobre isto: Por que adiamos tanto as coisas? Bom, acho melhor explicar do início. Minha esposa havia acabado de ler o jornal O Tempo e me avisou: tem um artigo aqui que eu gostaria que você lesse. Lógico, devido a minha “correria” associada à falta de tempo lhe perguntei: “fala sobre o quê?”. Não que eu deixaria de lê-lo ,apenas queria matar minha curiosidade...  A resposta foi à altura: “fala sobre aquilo que precisamos saber.” Ah, bom?! Para não render, acabei acatando a resposta e decidi que leria o tal artigo misterioso. O título me saltou aos olhos: “Por que adiamos as coisas?”. Aquilo havia mexido tanto comigo que resolvi guardá-lo e “saboreá-lo” com mais tempo e descobrindo assim, de maneira mais precisa, o segredo de não fazer as coisas a tempo. Passaram-se os dias e o artigo continuava ali, me esperando... Não que eu não quisesse lê-lo, apenas adiava com o intuito de dedicar-me exclusivamente às suas informações tão precisas e necessárias. Mais alguns dias... e outros... Pronto!
Agora era o momento de aprender e quem sabe transmitir estas informações a todos que necessitassem. Meu Deus, o artigo sumiu! Não estava mais naquele lugar “seguro”. Logo me veio a mente: por que adiei tanto? Por que não li o artigo na hora em que me foi pedido? Qual seria a fórmula mágica para resolvermos todos os problemas em seus devidos tempos? Como viveria sem aquela informação? Chega!!! Isso não poderia estar acontecendo... Parei pra pensar. Agora de forma racional. Afinal de contas era apenas um artigo. É, um artigo que poderia representar tudo em nossas vidas. Este artigo poderia, por exemplo, ser aquele abraço que nos esquecemos de dar a pessoa a frente na hora da chegada... ou quem sabe, um “até breve” na hora da partida. Um “eu te amo”, “você esta linda”, ou qualquer outro elogio a pessoa que espera... Poderia também ser comparado a uma simples ação carinhosa a quem necessita... Uma palavra amiga, uma doação, uma permissão, um gesto solidário... Foram tantas comparações que consegui realizar que não poderia colocá-las aqui. Aquele “pequeno” artigo, assim, se tornou algo maior em minha vida. Talvez uma lição. Algo tão importante quanto qualquer conduta ética, carinhosa, amável, respeitadora... com o próximo, com o mundo!  
Não descobri a “fórmula” mas agora, tão pouco ela me interessa... Descobri algo importante. Algo que já sabia mas talvez não me importasse...
Sejamos imediatistas com nossas condutas éticas e cristãs. Não permitamos adiar o inadiável. Transmitamos em tempo real a paz, o carinho, a solidariedade, os gestos amáveis... não podemos esperar para fazer amanhã, se não sabemos se haverá o amanhã.
Um grande abraço a todos e até a próxima.

Marcelo Mari de Castro - Médico PSF, Médico Cirurgião, Médico Legista IML/MG, Professor Universitário na cadeira de Medicina Legal.

Última atualização Sex, 15 de Abril de 2011 16:36
 
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