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MUDO E PRETO E BRANCO, O ARTISTA TEM DESPERTADO INTERESSE NO PÚBLICO Imprimir
Escrito por Mariana Peixoto - EM Cultura   
Ter, 14 de Fevereiro de 2012 08:51

Consagrado na premiação do Bafta filme surpreende pela capacidade expressiva

Russel Crowe cumprimenta o ator Jean Dujardin pelo Bafta de melhor ator por sua participação em O artista, de Michel Hazanavicius. Foto: Mariana Peixoto - EM CulturaRussel Crowe cumprimenta o ator Jean Dujardin pelo Bafta de melhor ator por sua participação em O artista, de Michel Hazanavicius. Foto: Mariana Peixoto - EM Cultura

Com os prêmios recebidos no Bafta, no Royal Opera House, em Londres, na noite deste domingo, o filme O artista vem somar outros sete troféus aos 52 recebidos até então. No "Oscar britânico", a produção escrita e dirigida pelo francês Michel Hazanavicius recebeu os prêmios de melhor filme, diretor, ator (Jean Dujardin), música, roteiro, figurino e fotografia. Ele concorria em 12 categorias. Também o grande favorito do Oscar 2012, com 10 indicações, o longa-metragem estreou no Brasil no último fim de semana. Em Belo Horizonte, está em cartaz nos cines Belas Artes, Boulevard e Diamond.

Se ouvir falar de alguém que ficou com preguiça de ver um longa-metragem em preto e branco e mudo ou uma pessoa que saiu da sala justamente por essas razões, descarte imediatamente o comentário. O artista é um filme mudo sobre o cinema mudo contado através da trajetória de um galã que enxerga a chegada da própria decadência com o advento do cinema falado. A produção é uma grande homenagem ao cinema com uma história que cativa, entretém, emociona e que tem no som (é isso mesmo!) um de seus pontos fortes.

E cada espectador, com sua própria vivência de cinema, vai levar a narrativa para um determinado nível de entendimento. Na silenciosa plateia de uma sessão na hora do almoço no Diamond, por exemplo, havia dois casais. O primeiro, de Santa Catarina, formado por uma psicóloga e um professor de cinema, que vêm acompanhando a trajetória do filme de Hazanavicius muito antes da série de indicações ao Oscar. O outro, de dois estudantes de BH, que escolheram a sessão única e exclusivamente por causa do horário.

"O filme é uma experiência totalmente diferente, pois traz uma história contada por meio das imagens. E no cinema contemporâneo fala-se demais, o que acaba acarretando uma perda da capacidade narrativa", afirmou Mauro Pommer, professor de cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), logo completado por Clarisse Fonseca. "Ao ver o filme gente descobre várias citações de outros grandes filmes. A costura narrativa é desencadeada pela música", disse ela, citando a citação à música de Um corpo que cai (1958). "E Alfred Hitchcock é um cineasta que começa sua carreira na época do cinema mudo", contou Pommer, que, fã do gênero, já participou da Le Giornate del Cinema Muto, festival realizado desde 1981 na cidade italiana de Pordenone, cujas sessões contam inclusive com acompanhamento ao vivo, com orquestra.

Mesmo sem esse repertório, os estudantes Sérgio Ferreira e Helena Magalhães, de 18 anos, tiveram também uma grande experiência com a sessão de O artista. "Não tinha ouvido falar desse filme", admitiu ele, que de cinema mudo só havia assistido, até então, alguns filmes de Charles Chaplin. "É interessante quando ele (George Valentin, personagem de Dujardin) começa a perceber o som", disse Ferreira. Para Helena, assistir a um filme em uma sala em total silêncio é muito diferente. "O público tem falado muito no cinema."

Asif Kapadia. Foto: AFP PHOTO / CARL COURTAsif Kapadia. Foto: AFP PHOTO / CARL COURT

Já a advogada Ana Rose Fernandes, que costuma assistir a todos os filmes do Oscar, estava curiosa por assistir ao longa de Hazanavicius não só pelas indicações, mas ainda porque nunca havia visto um filme mudo numa sala de cinema. "Ele me surpreendeu muito, principalmente pela história. O ator é sensacional. Com as expressões que faz, ele não precisa falar. E é interessante ver que quando ele está fazendo um filme, suas expressões são exageradas. Quando está em sua própria história não", observou ela. Os críticos têm pensado o mesmo. Dujardin já recebeu oito prêmios pelo papel de Valentin, incluindo o Globo de Ouro. E olha que só se ouvem dele duas palavras no filme.

Corrida de prêmios

O documentário Senna, do britânico Asif Kapadia (foto), saiu do Bafta com dois prêmios: melhor documentário e edição. Os dois troféus vêm se somar a outros 10 prêmios que o filme, que conta a trajetória de Ayrton Senna, já recebeu desde que foi lançado, em 2010. Ainda na noite de domingo, saíram vencedores da premiação britânica a atriz Meryl Streep (A dama de ferro), Christopher Plummer (Beginners) e Octavia Spencer (Histórias cruzadas) com troféus de melhor ator e atrizes coadjuvantes. Já O espião que sabia demais, inspirado no livro homônimo de John Le Carré, levou os troféus de melhor filme britânico e roteiro adaptado.

Veja o Trailer:

Última atualização Ter, 14 de Fevereiro de 2012 09:03
 



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