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ROMANCES DE CLARICE LISPECTOR TÊM REEDIÇÃO Imprimir
Escrito por Hoje em Dia   
Seg, 06 de Fevereiro de 2012 20:35

Publicação de José Castello traz síntese das obras da escritora

Clarice Lispector e, no detalhe, a capa do livro: autora de nove romances. Foto: ARQUIVO HOJE EM DIAClarice Lispector e, no detalhe, a capa do livro: autora de nove romances. Foto: ARQUIVO HOJE EM DIA

 

É mais ou menos um fenômeno. Nos últimos anos, ao lado de expoentes como Caio Fernando Abreu e Ana Cristina César, a obra de Clarice Lispector vem ganhando a atenção muito particular de uma parcela do público jovem.

Antenadas, as editoras não deixam por menos e tentam faturar, injetando, todo ano, títulos para disputar a atenção dos "novos" leitores.

No caso de Lispector, a Rocco lançou, no final do ano passado, mais um título da série "Clarice na Cabeceira" – os primeiros foram dedicados aos contos e às crônicas. Desta vez, o foco são os romances. Clarice escreveu nove. No caso do lançamento em questão, além de fragmentos das obras, o leitor encontra uma síntese dos romances feita pelo jornalista, escritor e crítico literário José Castello.

Organizador da coletânea (272 páginas, R$ 35), Castello também escreve sobre o momento vivido por Clarice ao escrevê-lo.

Os nove romances são "Perto do Coração Selvagem", "O Lustre", "A Cidade Sitiada" (escrito na Suíça), "A Maçã no Escuro" (primeiro protagonizado por um homem), "A Paixão Segundo G.H", "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres" (considerado "um hino ao amor"), "Água Viva", "A Hora da Estrela" e "Um Sopro de Vida", que abarcam o período de 1943 a 1977.

A escritora, nascida na Ucrânia, morreu em 9 de dezembro de 1977, no Rio de Janeiro, exatamente um dia antes de completar 57 anos.

Na introdução do livro, José Castello lembra que a escrita "telepática" (definição da canadense Claire Varim, considerada a mais importante estudiosa de Clarice na América do Norte) empurrou a escritora para uma posição absolutamente marginal.

"Clarice escreve, todo o tempo, deslocada em relação não só às normas letradas e aos bons costumes retóricos, mas à própria escrita, que, para ela, não é ofício, mas aventura interior. Daí seu estilo ciclônico – as palavras dançando, todo o tempo, em torno de um núcleo inatingível".

Ainda de acordo com José Castello, a literatura "lispectoriana" tem, por consequência, a forma de uma roda que, em uma translação enlouquecida e com um grande oco em seu centro, "fulmina e mata – pobre ser dormente – o leitor".

Última atualização Seg, 06 de Fevereiro de 2012 20:41
 



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