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ZEZÉ DI CAMARGO E LUCIANO COMEMORAM 20 ANOS DE PARCERIA COM SHOW EM B Imprimir
Escrito por Mariana Peixoto - EM Cultura   
Sex, 02 de Dezembro de 2011 12:50

A dupla garante: depois das desavenças recentes, as relações profissionais e afetivas estão fortalecidas

“Há um ditado que diz que a tragédia unifica os povos.” Ao fazer esse comentário, Zezé di Camargo não quer superestimar a briga com o irmão Luciano, no fim de outubro, durante show em Curitiba. Foto: Eugênio Gurgel/EM/D.A. Press“Há um ditado que diz que a tragédia unifica os povos.” Ao fazer esse comentário, Zezé di Camargo não quer superestimar a briga com o irmão Luciano, no fim de outubro, durante show em Curitiba. Foto: Eugênio Gurgel/EM/D.A. Press

"Há um ditado que diz que a tragédia unifica os povos." Ao fazer esse comentário, Zezé di Camargo não quer superestimar a briga com o irmão Luciano, no fim de outubro, durante show em Curitiba. Quer apenas ratificar que, a partir do desentendimento público, com direito a lances novelescos, os irmãos goianos estão mais unidos. "Uma crise pode acabar de vez com uma relação ou fortalecê-la ainda mais. Antes de sermos parceiros e sócios, somos irmãos, então, nessas horas o amor que existe entre nós tem que prevalecer."

Passado o turbilhão, o mais velho dos irmãos Camargo afirma que o que de positivo tirou de todo o disse me disse foi uma nova postura. "Devido ao tempo, há um relaxamento natural na carreira. Estávamos no automático, perdendo o prazer de cantar juntos. É como um casamento que esfria, então, depois desse baque, demos uma sacolejada", continua. E quando ele fala em tempo, leia-se 20 anos de carreira, que estão sendo comemorados nos palcos. Em Belo Horizonte, o show será amanhã, no Chevrolet Hall.

Será um show longo, somente com sucessos da dupla. Há duas semanas Zezé levou a filha Wanessa para assisti-lo em apresentação no Rio de Janeiro. De lá, a primogênita deu uns toques e acabou virando diretora do pai. Enxugou um pouco o balé e centrou o show mais na parceria Zezé/Luciano. Oitenta e seis sucessos (o que para uma dupla sertaneja significa figurar entre as mais tocadas no país) foram contabilizados por ele há alguns anos – "acho que uns dois ou três CDs para trás". Então, para delinear o repertório de um show comemorativo cortes tiveram que ser feitos. "Temos 40 músicas ensaiadas, mas cantamos 25, 26."

Improviso Não há muito espaço para improvisações por causa da produção. "A iluminação é computadorizada, então a luz casa com cada música. Tem que ter aquela coisa performática, no lugar certo na hora da luz. Mas somos rebeldes, então, de vez em quando, há espaço para o improviso." Só há uma coisa que nunca muda: a execução de É o amor (1991) primeiro e, até hoje, maior sucesso da dupla. Zezé até faz força, mas não consegue se lembrar de nenhum show em que a música tenha ficado de fora.

Nesses anos todos, a dupla coleciona números: milhões de discos vendidos (algo na casa dos 35 milhões), vários prêmios (três deles são do Grammy Latino). Olhando para trás, no entanto, Zezé elege o primeiro disco de ouro como o momento mais impactante da carreira. "Foi como uma medalha de ouro numa Olimpíada ou a taça da Copa do Mundo para um time de futebol. Aquele disco (de 1991, que leva o nome da dupla, como todos os posteriores) vendeu 1,1 milhão, ou seja, foi platina, platina dupla e diamante. Mas o disco de ouro (na época se recebia um por 100 mil cópias vendidas) foi como uma primeira vez."

A época era também de vacas gordas para a indústria fonográfica. Mesmo com o forte impacto negativo para a venda de discos causado pelo advento da música digital, a dupla ainda é boa vendedora. "Estamos entre os maiores do país pois temos fidelidade do nosso público. Fenômenos como Luan Santana e Paula Fernandes acabam também vendendo muito, mas não têm a fidelidade que construímos." De acordo com Zezé, seu álbum mais recente vendeu 410 mil cópias. "E temos uma venda de catálogo muito forte. Temos todos os discos (são 21 ao todo) em catálogo e eles vendem, por ano, 30, 40 mil cópias (cada)."

Tanto por isso, não há como diminuir demais o ritmo de shows. Nos três primeiros anos de carreira, eles chegavam a fazer 180 por ano. Só que não havia a estrutura de hoje, eram apenas os cantores e a banda. Atualmente, com produção infinitamente maior, a agenda ficou um pouco mais restrita. Mesmo assim, Zezé e Luciano fecham 2011 com 130 apresentações, uma média de um show a cada quase três dias.

Seja em teatro, casa de show ou praça pública, Zezé diz que a reação costuma ser a mesa. "Se você fizer numa casa de espetáculo para 3 mil e poucas pessoas, não adianta, as pessoas perdem a razão depois da terceira música", conta ele, lembrando-se de uma apresentação ocorrida há poucas semanas. "Foi um show em praça pública em Figueirópolis, no Mato Grosso. Fomos de avião para Cuiabá e de lá pegamos um carro. No caminho fiquei sabendo que a cidade tinha 6 mil habitantes. Aí fiquei me perguntando como um cara contrata a gente para uma cidade daquele tamanho. Mas a uns 40 quilômetros de lá, descobrimos que o trânsito da região estava parado. Tinha mulher de salto e vestido agarradinha na moto do namorado indo para o nosso show, já que ao redor de Figueirópolis existem quatro ou cinco cidades (ao todo, o show reuniu 30 mil pessoas). Foi um acontecimento para eles. Então como você não dá valor a isso?", conclui.

Zezé di camargo

cantor e compositor

"O refrão é o orgasmo da música"

Qual é a fórmula para fazer um hit?

Você distribui um abecedário. Tem a parte a, b, c, d e um grande refrão para marcar a música. Todo compositor popular cria um tema que pode bem partir do refrão. O resto é o corpo da música. Se você olhar uma música e ela não tiver refrão, não é popular. O refrão tem que arrebatar, é o orgasmo da música.

Por que música sertaneja tem que rimar sempre amor com dor?

Há comentários que acontecem sempre e acabam virando verdade. Qualquer música romântica fala de amor e dor, e são as coisas mais populares que acabam marcando. Mas tem havido uma mudança e discordo disso. Hoje você encontra muita coisa bem feita, rimas bem construídas.

O que você sentiu ao trabalhar ao lado do alto clero da música brasileira?

Da MPB, o Chico (que gravou com a dupla a canção Minha história) talvez seja o cara, como poderia explicar, mais catedrático. Já o Caetano (que assinou a trilha do filme 2 filhos de Francisco ao lado de Zezé) sempre abriu espaço, é mais atrevido, arrojado. E a Maria Bethânia (que gravou É o amor) é a grande cantora brasileira, a dama da voz. Brinquei na época em que ela gravou que independentemente da venda do disco, a homenagem era a voz da Bethânia na música. Parece uma prece.

Diante disso, vale sonhar com mais o quê?

Já cantamos com o Roberto. Então, o que vem na minha cabeça é um sonho mais complicado. Tinha vontade de fazer um acústico com o Luciano só com músicas do Roberto ou do repertório dele. Já tirei algumas no violão, tem coisas que levo para o ensaio...Mas é sonho mesmo. Tenho que fazer o projeto e depois ver se o rei libera.

ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO

Show amanhã, às 22h30, no Chevrolet Hall, Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, (31) 3209-8989. Ingressos: Pista/arquibancada – 2º lote: R$ 80 e R$ 40 (meia), 3º lote: R$ 90 e R$ 45 (meia); camarote open bar (arquibancada superior) – 1º lote: R$ 120 (feminino) e R$ 160 (masculino); mesa para quatro pessoas open bar – 1° lote: R$ 1.280.

Última atualização Sex, 02 de Dezembro de 2011 12:59
 



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