|
PALAVRA DO DOUTOR
|
COLUNAS -
PALAVRA DO DOUTOR
|
|
Escrito por Marcelo Mari de Castro
|
|
Qui, 10 de Maio de 2012 00:00 |
|
Médico PSF, cirurgião, legista IML e Professor de Medicina Legal
Muitas coisas são capazes de nos fazer felizes; umas mais importantes outras menos, umas podem vir em forma material outras não, umas podem vir de amigos outras não... A verdade é que nenhuma delas se compara a que vou contar. Uma coisa é ouvir alguém contar, outra coisa é presenciar. Não haveria mês melhor para este fato que o mês de maio: mês das noivas, das mães, de MARIA!
Milagre é algo que já ouvimos falar. Quase todo mundo tem uma história de "milagre". Milagre é aquilo que alguém, um dia, soube que um conhecido do conhecido, recebeu.
Será que este fato esta tão distante assim de nós? Será que não somos merecedores de presencia-lo ou mesmo recebê-lo?
Hoje quero deixar registrado que o milagre existe e que pode ser pra qualquer um de nós que tenha fé. Isto mesmo, basta uma fé sólida, que ele acontece.
Há mais ou menos cinco anos, minha mãe teve o diagnóstico de uma doença que, a maioria, detesta até de falar o nome, muitos se referem como: "aquela doença". Minha mãe teve um câncer no intestino e, após o diagnóstico foi necessário operá-lo. Como era uma lesão muito agressiva e extensa, o cirurgião optou por iniciar quimioterapia. As recomendações eram as de sempre: "seu cabelo vai cair", "sua pele vai ficar ressecada", "seu intestino vai piorar", etc. Orientações de desânimo!
Mas estava lá, aquela filha de DEUS, fazendo tudo que tinha que ser feito, sem questionar em momento algum, o porquê da doença.
Como filho logo me preocupou a depressão que quase sempre acompanha um diagnóstico ruim. Insisti várias vezes em remédios para o humor e ela sempre contra.
Passaram-se cinco anos e, teve a cura do intestino, entretanto foi constatada uma lesão metastática no fígado, outro câncer. Consolando toda a família, minha mãe aceitou novamente como alguém que acredita (de verdade) e aceitou a nova proposta de tratamento. Desta vez, a conduta seria um pouco mais agressiva: retirou-se um segmento do fígado e iniciou novo ciclo de quimioterápico.
Minha mãe realizava exames de rotina com uma resposta razoável, aquém do esperado, até que em abril deste ano um novo tumor apareceu.
Desilusão de todos, menos da personagem principal.
O médico assistente, com frases pouco animadoras explicou que havia um exame de última geração necessário para ver a origem do novo tumor que apareceu novamente no fígado.
Marcado o exame. Todos os minutos eram contados até a realização do mesmo. Chegou a hora. O dia esperado finalmente deu as caras. Perguntei se queria minha companhia e ela, serenamente me respondeu: "Estou indo com DEUS, não precisa se preocupar. Aonde Ele vai está você não pode chegar!"
Aquilo parecia uma despedida... Esperei ansiosamente um telefone até que minha mãe me liga coma voz firme e em bom tom: "Não tem mais a lesão! Não acharam nada! Repetiram duas vezes o exame e eu estou curada!"
Antes de agradecer a DEUS, ajoelhei, rezei e pedi desculpas pela pouca fé que tive durante todo o tratamento de minha mãe... Como não soube pedir aquilo que precisava? Somente após ter certeza de que Ele ouviu minhas desculpas, tive coragem de agradecer o MILAGRE que realizou com minha família.
Obrigado meu DEUS por ter minha mãe curada neste mês tão especial.
Histórias como estas podem nos tocar a qualquer momento. Basta sabermos pedir e acreditar.
Tenham fé! Fortifiquem sua relação com a TRINDADE.
Peçam com fé para Mãe do Céu que o Filho atende.
Um feliz e santo Mês de maio a todos vocês.
Marcelo Mari de Castro - Médico PSF, Médico Cirurgião, Médico Legista IML/MG, Professor Universitário na cadeira de Medicina Legal.
|
|
|
COLUNAS -
PALAVRA DO DOUTOR
|
|
Escrito por Marcelo Mari de Castro
|
|
Qua, 04 de Abril de 2012 00:00 |
|
Médico PSF, cirurgião, legista IML e Professor de Medicina Legal
É impressionante como podemos aprender a cada dia. A única coisa necessária é ter ouvidos e saber escutar. De graça! Simples assim!
Hoje, irei aproveitar este espaço para carinhosamente agradecer a um ensinamento gratuito dado à minha pessoa.
Nesta semana atendi uma paciente, desta que temos simpatia "de graça". Talvez pelo simples estilo de vida por ela elegido, talvez pela paz que nos transmite...
Na consulta, essa exemplar pessoa (amiga), iniciou com a frase que lhes transcrevo a seguir: "o preconceito é um vírus diagnosticado no laboratório da mente humana e impresso no coração daquele que sofre o mal".
Confesso que por pouco não contive minhas lágrimas.
E eu que achava que o conceito literário de preconceito, fosse o suficiente para aplicá-lo em qualquer situação. Como pude ser tão ingênuo? Como pude estar enganado por todos esses anos? Como pude achar que preconceito fosse apenas uma "ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado sem conhecimento abalizado, ponderação ou razão"? (Houaiss).
Tenho certeza que após ter tomado conhecimento deste desabafo em forma de frase, passei a ver as situações de uma forma diferente.
Somos semelhantes e porque continuamos a nos tratar de formas distintas?
Porque não evoluímos mesmo com a globalização?
Para que tanto conhecimento se não nos desvestimos do preconceito?
Não há sintoma mais doloroso do que a repulsa!
Doente é aquele que acha que o simples isolar o semelhante irá protegê-lo!
Sou solidário à você. Não só como seu médico, mas também como seu amigo!
Marcelo Mari de Castro - Médico PSF, Médico Cirurgião, Médico Legista IML/MG, Professor Universitário na cadeira de Medicina Legal.
|
|
COLUNAS -
PALAVRA DO DOUTOR
|
|
Escrito por Marcelo Mari de Castro
|
|
Sáb, 03 de Março de 2012 00:00 |
|
Médico PSF, cirurgião, legista IML e Professor de Medicina Legal
O Brasil tem aproximadamente 181 mil Leis e, mesmo assim ou por isso, não sei, possui um dos maiores anacrônicos regimes legais do mundo. São tantos decretos, códigos, emendas, instruções, normas, medidas complementares, portarias e leis que não poderíamos esperar outra coisa que não a mais pura fragilidade judiciária.
Aproveitarei este momento para escrever sobre a “maior idade”: um texto triste e pesado, porém que nos servirá como uma reflexão futura. Ah, eu disse “maior idade” e não “melhor idade” como muitos graciosamente gostam de fazer o trocadilho ao se referirem às inocentes pessoas acima de 60 anos. Mais uma coisa se perdeu com o tempo! Já não podemos mais falar de maior idade e, ingenuamente, pensarmos em nossos idosos... O foco agora é outro! Falo da maior idade judiciária/criminal. Explico melhor: neste carnaval, como se não bastasse os “incidentes habituais”, aqueles relacionados com a “festa da carne” (abuso de álcool e drogas, overdoses, acidentes de trânsito por embriaguez, homicídios - coisas que estamos acostumados...) crescem cada vez mais o número de pessoas que, ao chegarem a seus lares, para seus merecidos descansos, são surpreendidos com o “vazio” deixado por aqueles que não viajaram... Parece uma frase irônica... e é!
Neste recesso carnavalesco, aumentou significativamente o número de pessoas que tiveram suas residências arrombadas e “limpadas” por ladrões que as vigiam e agem em nossas ausências. O mais curioso é que estes crimes (Art. 155 CP) são praticados por pessoas (se é podemos considerá-las como seres iguais a nós) menores de 18 anos (idade limite da imputabilidade).
Neste carnaval, alguns amigos foram vítimas destes “de menores”... Uns, tiveram o desprazer de, apenas, computar o prejuízo. Outros, ainda tiveram que se deslocar à delegacia para prestar a queixa e preencher o famoso BO (boletim de ocorrência). Para estes, a surpresa é ainda mais desagradável: a polícia recebe a queixa, informa que o suspeito está “preso” mas que, infelizmente, nada será feito pois o indivíduo é um “de menor”. Nos auge do nosso mix de sentimentos, nos perguntamos: de menor?
Conto isto, pois foi um fato verídico, acontecido neste domingo de carnaval. Este meu amigo, chegou a delegacia onde o suspeito havia sido “preso” (ou melhor: detido) e me relatou que saiu da mesma, depois do suspeito. Nada de mais se não fosse o fato deste mesmo “de menor” ter sido “preso” novamente no dia seguinte em outro arrombamento. Onde vamos parar? Devemos esperar os “de menores” crescerem e praticarem quantos mais crimes puderem, até atingirem 18 anos ou podemos repensar em mais um retalho (Lei) para aquela colcha (Legislação)? Sei que não fazemos Leis, mas votamos naqueles que fazem. É hora repensarmos e nos preparamos para as próxima eleições.
Marcelo Mari de Castro - Médico PSF, Médico Cirurgião, Médico Legista IML/MG, Professor Universitário na cadeira de Medicina Legal.
|
|
COLUNAS -
PALAVRA DO DOUTOR
|
|
Escrito por Marcelo Mari de Castro
|
|
Ter, 20 de Dezembro de 2011 00:00 |
|
Médico PSF, cirurgião, legista IML e Professor de Medicina Legal
Este artigo fala de admiração, de amor, de prazer... sensações que, infelizmente pra muitos, estão além das percepções. Irei contar como cheguei a esta conclusão. Nos últimos meses, tive a sorte de ler alguns livros de bom gosto. Começou com um presente de uma querida família de Confins, e depois de outro paciente, e outro! Foi uma seqüência de uma prazerosa leitura. Pura, produtiva, daquelas que nos fazem pensar em realmente mudar o ponto de vista. Começou com "A Cabana", depois "Ágape" e por último "De Volta à Cabana". Foram tantas surpresas que, em apenas um mês consegui, literalmente, devorar estes três títulos. Percebi que o tema tinha um único foco e falavam claramente em uma única língua, a do amor. Um amor puro, verdadeiro, sem cobranças e/ou qualquer "contaminação" que se possa imaginar.
A forma com que Deus foi abordada pelos autores é de invejar qualquer ser humano. Pensava a todo o momento: de onde poderia sair tanta inspiração e intimidade com Aquele que, às vezes, achamos estar tão distante? Foi um ensinamento muito além de religioso. Ao término, percebi que não poderia ter lido algo mais apropriado... Estamos perto do natal. Não falo de um natal de presentes, amigo oculto, ceias... Falo do nascimento do filho da Rainha. Aquele que vem todos os anos, sobre a forma de Fé, para tentar novamente nos salvar. Como podemos achar que Ele está distante, se todos os anos renasce para nos acompanhar? Depois daquele passeio literário passei a me sentir um pouco mais próximo de Deus. Passei a pensar de uma forma diferente sobre Ele e, principalmente, sobre a Santíssima Trindade. Irei explicar melhor transcrevendo um pequeno trecho de um dos livros: "Ao contrário do deus indiferente da nossa imaginação, o Pai, o Filho e o Espirito vêm realmente ao nosso encontro na dor, na tragédia e, sobretudo, na escuridão e no pecado. Isso não significa – como veremos – que a Santíssima Trindade esteja ausente no resto de nossas vidas, mas de fato, no trauma criado pelo choque entre a vida e o falso deus, nós começamos a ver com novos olhos." É esta a mais pura verdade! O Criador não pode ser punitivo. Ele não pode ser aquele que pune e abandona... Não pode estar presente apenas na alegria... E mais, não pode estar nunca sozinho. Somos felizes por termos uma Santíssima Trindade ao nosso lado. A forma carinhosa e contagiante daqueles autores nos faz pensar em um Deus mais próximo, mais amigo, mais protetor... Tão amigo que mais uma vez faz seu filho nascer para nos acompanhar!
Aproveitemos este nascimento e a formação, mais uma vez, da santíssima Trindade, ao nosso lado!
Marcelo Mari de Castro - Médico PSF, Médico Cirurgião, Médico Legista IML/MG, Professor Universitário na cadeira de Medicina Legal.
|
|
COLUNAS -
PALAVRA DO DOUTOR
|
|
Escrito por Marcelo Mari de Castro
|
|
Qui, 03 de Novembro de 2011 00:00 |
|
Marcelo Mari de Castro. Médico PSF, Cirurgião legista IML e Professor de medicina legal
Foi-se o tempo em que "isso" era privilégio de poucos. Talvez não tivéssemos idéia de que este tempo chegaria tão rápido. A cada dia percebo que milagrosamente, mais e mais pessoas procuram realizar aquilo que gostam. Programam-se, trocam seus serviços por trabalhos, fazem do impossível algo real e, tudo, a procura de realização pessoal. A procura de mais tempo para si e para família. Minha bisavó, que hoje nos vigia lá de cima, junto a muitos que amamos, me falou em alto e bom tom: "meu filho quem trabalha muito, não tem tempo de ganhar dinheiro" . Sábia alemã. Com toda sua limitação cultural, estava a frente de sua geração. Confesso que, com minha pouca idade (na época) não consegui entender, por mais que tentasse o que aquela frase poderia significar. Ainda mais estando, ainda, longe de iniciar minhas atividades laborativas.
Passados muitos anos, veio-me a frase como se eu a tivesse acabado de ouví-la. Poder unir o "útil ao agradável" é, sem dúvida, o que todos buscamos (ou esperamos ter). Isso tudo me veio "à tona", depois que minha filha pediu um instrumento para tocar.
Vou explicar melhor: recentemente minha filha, após chegar da escola, me pediu que ensinasse-lhe a tocar um instrumento. Curiosamente perguntei-lhe que instrumento ela gostaria de aprender. A resposta veio certa como uma flecha: flauta doce. Espantado, pedi explicações do porquê de um instrumento não tão comum? E ainda acrescentei: não poderia ser um piano? Um violão?
Neste momento, já arrependido, pensei no que estava fazendo: transferindo um sonho para o pequeno ser humano, que tinha vontade própria e/ou até um dom. Porque temos a péssima mania de querer para nossos semelhantes? Impor o que fazer, onde fazer ou como fazer, talvez seja um dos piores erros de nossa passagem por aqui. E é por isso e por muitas outras coisas, que não posso mais esperar. Retornei para minha aula de cavaquinho, faço planos para retornar ao curso de gourmet e jamais deixarei de atender vocês.
Façam qualquer coisa, mas façam com orgulho, com amor! Faça o que gosta.
|
|
|
|
|
|
|
Página 1 de 3 |

|
|
|