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ESPORTE EM AÇÃO: O QUE PODEMOS COMEMORAR? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Poliana Figueiredo é confinense, repórter esportivo, blogueira e colunista do site futebol de Minas.   
Sáb, 02 de Fevereiro de 2013 10:33

Minha expectativa era grande na última terça-feira para saber o que seria decidido em relação ao clássico Cruzeiro e Atlético. Desde 2010 quando o Mineirão foi fechado pra Reforma, tivemos que “aceitar” a ideia de que não havia segurança suficiente pra fazer a partida como sempre foi: com ambas torcidas presentes em número igual.

Quando anunciaram que o próximo clássico marcado para o dia 03 de fevereiro teria novamente 50% de cada torcida fiquei muito feliz, e pensei que a partir de agora tudo voltaria ao normal. Mas depois analisando bem as informações percebi que não há muito que comemorar. Daqui pra frente o maior clássico de Minas e um dos maiores do Brasil, vai perder um pouco de seu encanto.

Na reunião entre o governador e os presidentes dos clubes ficou acertado que os times podem optar por disponibilizar nos próximos jogos somente 10% do total de ingressos para a torcida adversária quando forem mandantes. E infelizmente os dirigentes optaram por fazer somente o clássico de inauguração do Mineirão com as duas torcidas em número igual, demonstrando, dessa forma, que não têm o menor interesse em preservar a tradição e a beleza do espetáculo do futebol.

Aquela festa bonita com faixas, bandeiras gigantes, com uma torcida disputando pra ver qual canta mais alto que acostumamos ver no Mineirão, não vai existir mais. Há quem defenda que em outras partes do mundo os clássicos já são disputados assim, mas pra mim sinceramente esse não é um bom argumento, afinal, pra que mudar algo que sempre agradou a maioria envolvida com o futebol mineiro? Como se não bastasse termos que engolir o “clássico” nessas condições daqui pra frente, surgiram outros questionamentos depois dessa reunião com o governador: Por que o Estádio Independência passou de repente a ser viável pra receber o clássico com as duas torcidas, mesmo que seja com apenas 10% de cruzeirenses?

O que ficou evidente é que desde o fechamento do Mineirão havia um descaso das autoridades mineiras em relação ao clássico, já que em outros estádios de proporção de Arena do Jacaré e Independência são disputados clássicos regionais de grande rivalidade, como por exemplo, Santos e Corinthians, na Vila Belmiro. O mais triste é constatar que essa falta de vontade se manifestou não só da parte da Policia e do Estado, mas veio também dos próprios clubes, começando do presidente Kalil que declarou que não abriria mão de jogar na Independência e não cederia 50% dos ingressos para o Cruzeiro, e depois por parte da diretoria cruzeirense que resolveu fazer o mesmo que o rival sem questionar nada. Parece que as pessoas que realmente se preocupam com o bem estar que o futebol proporciona a seus adeptos são aquelas que não têm nenhum poder de decisão sobre o esporte.

Última atualização Sáb, 02 de Fevereiro de 2013 10:45
 
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