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ENTREVISTA: VEREADOR LUIZ ROSA* PDF Imprimir
NOTÍCIAS - ENTREVISTA
Escrito por Ivana Diniz. Foto: Renata Vello   
Qui, 20 de Maio de 2010 06:47

Entrevista: Vereador Luiz RosaEntrevista: Vereador Luiz Rosa

“Bastava alguém que estivesse disposto a brigar pelo investimento que certamente a Copasa mostraria seus valores.”

* Formado em Gestão Pública pela Fatec. Foi conselheiro nos Conselhos Municipais de Educação, Saúde e Tutelar da Criança e do Adolescente de Ribeirão das Neves. Presidente da Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Ribeirão das Neves-ACIA. Presidente da Executiva Municipal do PSH- Partido Humanista da Solidariedade, em Ribeirão das Neves; 1º suplente de Vereador na coligação PPB/PHS em Ribeirão das Neves; Diretor presidente da BRASOL - OSCIP Federal 9.790/99 (terceiro setor) BRASOL – Brasil Ação Solidária; Membro Titular pela Sociedade Civil do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paracatu; Coordenador Geral da Elaboração do Plano Diretor dos Municípios de Claro dos Poções-MG, Jequitaí-MG, Francisco Dumont-MG e Engenheiro Navaro-MG; Coordenador Geral da Elaboração do Plano Diretor da Bacia Hidrográfica do Rio Jequitaí; Coordenador Geral do Centro Vocacional Tecnológico do município de Ipatinga-MG;Em 2008 foi eleito Vereador no município de Confins-MG, mandato de 2009 a 2012; Presidente do PRP em Confins-MG.

 

Portal de Confins (PC): Na última sessão ordinária do mês de Abril na Câmara, o senhor afirmou com veemência que a Copasa pode investir R$ 25 milhões em nossa cidade. Em que o senhor se pautou para fazer essa afirmação?

Luiz Rosa (LR): Primeiramente não é de costume, em cidade nenhuma do Brasil, você entregar a concessão de água e esgoto de sua cidade sem negociar o valor de investimento, ou seja, de graça. Depois, com a minha experiência em negociação junto à Copasa, sei que Confins hoje faz parte de um interesse metropolitano, sabendo disso, fiz uma visita juntamente com os vereadores Juninho de Sinô e Joaquim da Receita ao departamento operacional da região metropolitana. O Sr. João Andrade nos atendeu muito bem e reafirmou os valores aproximados dos investimentos que a Copasa estaria disposta a fazer em Confins.

(PC): Como esse investimento de R$ 25 milhões seria revertido para Confins?

(LR): Em melhorias na rede de esgoto, atendendo 100% da necessidade dos moradores. Com isso, sairíamos da famosa fossa de fundo de quintal. O investimento seria também na complementação da rede de água e nas ETEs e ETAs que são as redes de tratamento de água e esgoto. Também poderiam ser feitas algumas negociações para desassoreamento das lagoas de Confins.

(PC): Como foi a recepção dos projetos sobre a Copasa na Câmara?

(LR): No ano passado, quando o prefeito enviou o projeto para ser votado na casa, uma comissão de técnicos da Copasa participou da reunião e até então estava querendo levar a concessão sem nenhum investimento em nossa cidade. E pior: contava com os votos dos vereadores da base de apoio do prefeito. Daí então, eu pedi vistas no projeto, denunciei ao Ministério Público que o prefeito estava querendo entregar de graça a concessão e apresentei um relatório de quase 300 páginas sobre as irregularidades e ilicitudes que o Executivo estava querendo que a Câmara aprovasse, contrariando a lei federal.

(PC): A que o senhor atribui o fato da Copasa estar disposta a investir e o Executivo querer dar a concessão?

(LR): A Copasa é uma empresa de capital misto e que tem suas ações na Bolsa de Valores, com isso ela distribui lucros aos acionistas. Sendo assim, ela tem interesse comercial nos municípios em que ela explora a água e esgoto; bastava alguém que estivesse disposto a brigar pelo investimento que certamente a Copasa mostraria seus valores.

(PC):Na opinião do senhor, há empenho do Executivo no que diz respeito a atrair investimento para o município?

(LR): Infelizmente não. Veja, por exemplo, as únicas empresas que se instalaram em Confins: o frigorífico Perrela e a Triunfo. Ambas foram frutos de relacionamento de amigos meus. Consegui também com a Ruralminas, do Governo Estadual que  desassoreassem  as três lagoas: a do centro, a de baixo e a de Lagoa dos Mares. O nosso trabalho junto à Copasa são coisas que o prefeito teria que fazer e infelizmente não faz e quando eu trabalho para conseguir , ele se preocupa em esconder da população que fui eu quem trouxe. E tem mais, consegui também um Telecentro na Secretaria de Ciência e Tecnologia que seria para oferecer cursos gratuitos à população de Tavares. Ele não quis receber o projeto, que não teria custo algum para os cofres públicos. Então não há como crer que o prefeito trabalhe para atrair novos investimentos.

(PC): A concessão de serviço público é um contrato entre a Administração Pública e a Copasa para execução do abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Entretanto, esses serviços seriam remunerados por meio de tarifas pagas pelos usuários. Qual seria o valor desta tarifa a ser paga pelos confinenses? O senhor acha o valor justo? Por quê?

(LR): O valor das tarifas são os já praticados pelo mercado, isto é, um percentual cobrado referente aos investimentos na cidade. No meu ponto de vista é justo, porque quem explora o serviço tem suas despesas, o que não acho justo é o que o vereador João Cem defendeu na Câmara: o aumento de quarenta por cento para o povo pagar nas contas de água e esgoto.

(PC): Um assunto recorrente nas últimas sessões da câmara tem sido a Funasa. Qual é a opinião do senhor a esse respeito?

(LR): Isso é o verdadeiro descaso com a nossa população.Esses recursos estão programados para Confins utilizar desde outras administrações, mas infelizmente existe uma briga entre Pezão e Totô que não se entendem e querem jogar a culpa um no outro. O que temos que entender é que o povo não pode mais perder investimentos por disputas de vaidades pessoais. São aproximadamente R$ 6.000.000,00, valor que significa muito para Confins.

(PC): O que Confins tem perdido e pode vir a perder em investimento?

(LR): É muito difícil alguém mensurar perdas, o que devemos entender é que hoje nós temos uma cidade emancipada há alguns anos e que precisa pensar na necessidade de absorver os investimentos sem perder a qualidade de vida que tínhamos há alguns anos. Se não acreditarmos que essa é uma realidade ficaremos às margens do desenvolvimento em torno da região metropolitana.

(PC): Por que motivo vários projetos apresentados pelo senhor no legislativo não são aprovados e algumas ações junto ao Executivo não são atribuídas ao senhor?

(LR): O fato de eu não ser de Confins ou de não possuir parentes na cidade tem sido uma discriminação muito forte por parte de alguns vereadores. Escolhi Confins para trabalhar politicamente e fui eleito por pessoas que acreditaram em minhas propostas.Agora, se tirassem os votos de parentes de vereadores que foram eleitos, eles certamente teriam sido derrotados nas urnas. Isso faz com que esses vereadores pensem somente em sua família e nunca numa população em geral, o que acontece também na Prefeitura, você pode ver que não tem parente, não tem oportunidade.

(PC): Fale um pouco sobre sua atuação como legislador.

(LR): Desde que fui eleito tenho trabalhado intensamente para a população em geral sem discriminar parentes ou amigos de alguém, gasto todo o meu salário na manutenção do meu gabinete colocando atendimento jurídico gratuito à população. Pago aluguel, funcionários, água, luz, Internet, telefone do meu gabinete e tudo o que precisar para atender com qualidade os cidadãos de Confins.

Apresentei mais de 160 projetos de leis que melhorariam a condição de vida em nossa cidade e infelizmente a maioria foi rejeitada pelos vereadores ou vetada pelo prefeito. Entretanto, negando a aprovação dos projetos ,quem perde é a população e os parentes de todos, pois os benefícios são iguais para qualquer um e que certamente irá fazer falta para que possamos ser uma cidade reconhecida em suas características legais.

(PC): Como o senhor avaliaria a atual administração? E a atuação da Câmara de Vereadores?

(LR): Fazer críticas parece fácil, mas para quem veio de fora eu faço críticas construtivas tentando oferecer um pouco do meu trabalho, que tenho certeza de que somaria, mas o executivo por medo ou por sei lá o que, recusa os meus esforços como vereador democraticamente eleito. Quanto aos demais vereadores, estou certo de que o tempo apagará essa crítica de que não sou daqui, pois faço muito mais por Confins do que alguns que enchem o peito falando que são daqui e não aprovam projetos que beneficiariam o povo só porque fui eu que os apresentei na Casa.

(PC): Por que o senhor acha que a maioria dos vereadores não é favorável aos projetos de sua autoria?

(LR): Como já disse, a maioria, não são todos, não pensa em Confins, mas neles próprios.Ser vereador é trabalhar para a cidade como um todo sem olhar a quem.

(PC): Apesar das dificuldades, o que levou o senhor a escolher Confins para disputar a eleição para vereador em 2008?

(LR): Em 90 conheci um amigo, infelizmente já falecido, Lindolfo Bambirra, quando ele se mudou para Confins vim conhecer a cidade e fiz um comentário com ele: de que um dia viria para cá trabalhar como político, me aposentar e criar minha família nessa cidade pela qual me apaixonei, à primeira vista pela sua tranquilidade e conforto espiritual.

(PC): Nesse cenário de proximidade das Olimpíadas e da Copa no Brasil, o senhor considera que Confins tem um papel de destaque?

(LR): Imagine você que gente de todo o mundo desce em nossa cidade. Se não nos fizermos representar, ninguém saberá que existe a cidade de Confins, caso contrário seremos parte fundamental nos eventos.

(PC): Como o senhor pretende conduzir politicamente os próximos dois anos e meio?

(LR): Tenho um mandato a cumprir com meus eleitores e a população em geral. Pretendo fazer o melhor para Confins até o final desse período. Após isso, a população determinará nosso futuro político.

 

Comentários  

 
0 #1 Mario 28-06-2011 19:33
A questão do saneamento de Confins tomou um caminho prejudicial a sua efetivação. È possivel implementar o saneamento, porem, agora, depois desta bagunça toda, com muita dificuldade. Mas, é preciso parar com essa discussão infrutífera onde cada um tenta aparecer mais que o outro e o que realmente não aparece é o dito e desejável saneamento básico. Fossas vazando pelas ruas, porcaria e lixo e ai? vamos esperar o "saneamento básico" ou vamos fazer o que podemos e fomentar o que ainda não podemos? Tô muito preocupado...
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