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ENTREVISTA: CELSO ANTÔNIO DA SILVA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Adriano Marques   
Sáb, 26 de Dezembro de 2009 14:46

O empresário Celso Antônio da Silva, o Totô, fala de sua passagem pela administração de Confins, suas ações pelo município, sobre Funasa e Copasa, arrecadação, suas preocupações e suas expectativas em relação a atual administração, fala também sobre Fumantes Anônimos e a construção de uma forte associação de empresas no município.

O empresário e ex-prefeito, Celso Antônio da Silva, o Totô. Foto: Arquivo pessoalO empresário e ex-prefeito, Celso Antônio da Silva, o Totô. Foto: Arquivo pessoal

Jornal de Confins: Sua administração antecedeu a atual e teve várias ações que ainda estão refletindo elogios da população, você quer dizer algo sobre seu governo? E qual é a sua expectativa sobre a atual administração?

Celso Antônio da Silva (Totô): Primeiramente gostaria de parabenizar pelo Jornal que chegou na hora certa para Confins, pois a cidade precisa saber dos fatos, basta de informações erradas e conversas atravessadas, aqui é registro para que as pessoas não fiquem desinformadas. A população não vai à câmara, mas você vai e pode informar sobre o que está ocorrendo, não tenho nada contra nenhum vereador, mas as disputas pela futura política têm causado prejuízos à população, pois bons projetos não estão sendo votados e projetos urgentes estão sendo enviados rotineiramente sem o tempo necessário para estudo dos vereadores e esses projetos estão passando, isso não pode acontecer. E dentro dessa sua proposta de trazer informações no seu último jornal o primeiro prefeito que ficou na administração por oito anos foi entrevistado. Não tenho nada contra a vida pessoal do João Batista, mas todos sabem como foi sua administração. Quando fui ver as verbas que Confins tinha recebido foram 750 mil durante oito anos. No meu governo, foi um primeiro ano ajeitando a casa, era carro que estava com motor fundido, caminhão de lixo estourado, mangueiras de aparelhos da policlínica cortadas. Não tinha salas de urgência, não tinha nem desfibrilador cardíaco; compramos logo no início do mandato. Antes eram muitos aluguéis de máquinas, carros e ônibus. Compramos veículos, ganhamos ambulâncias, reformamos caminhões que ainda podiam atender a população. Agora estou vendo ônibus e caminhão parados na mecânica, sem previsão para voltar a atender a população, são coisinhas que deixam a população aborrecida. O João disse que fez um serviço debaixo da cidade e que ninguém viu, eu acho que viram sim, e se ele fez tem o nome dele, e se ele não fez isso também leva seu nome. No meu governo em quatro anos, arrecadamos mais de sete milhões de reais em vários convênios e investimos na cidade, sem aumentar nenhum imposto, e passamos a administração sem nenhuma dívida e com muito dinheiro na conta. Eu parabenizo a atual administração, pois se de um lado está errando com a Funasa e a Copasa, mas que ainda dá tempo para resolver a situação, do outro lado está fazendo obra como a Praça da Gameleira e o CRAS – Centro de Referência da Assistência Social que foram projetos da minha gestão. Meu governo organizou a cidade de Confins. Fizemos uma ótima Escola Municipal com 12 salas de aulas, auditório, banheiros, acesso para cadeirantes e outros deficientes, um ótimo refeitório, quadra esportiva coberta, piscina, biblioteca e uma enorme área verde. A escola pode ser usada até para atender uma faculdade à noite, basta querer. Conseguimos o projeto de “Inclusão Digital” do governo federal através do ministro Hélio Costa e já podia estar aberta a comunidade com aula de informática. Essa escola é para funcionar em tempo integral com aula num período e oficinas de atividade esportivas e culturais no outro período. Então tudo que Pezão estiver fazendo e dando continuidade, desejo que faça bem feito e digo mais até agora eu tenho certeza que ele não conseguiu gastar a metade do dinheiro que ficou na conta da prefeitura. E se ele souber gastar o que eu deixei sua administração será uma das melhores de Confins.

JC: O que você acha que contribui para esse aumento da arrecadação?

Celso (Totô): A gente trabalhou muito o VAF (Valor Adicional Fiscal) que é um instrumento utilizado pelos Estados para apuração do Índice de Repasse, para as Prefeituras Municipais, da parcela do total da arrecadação do ICMS, bem como parcela do IPI sobre exportação. Esse VAF é feito através de uma Declaração das empresas do município e num trabalho muito bem executado pelo Gleuso que fez essa declaração junto a todas as empresas e comércios, aqui na cidade e no aeroporto, no final de minha gestão chegamos a um milhão e trezentos reais por mês com essa declaração que foi bem feita e de forma continuada. E por isso conseguimos aumentar a arrecadação sem aumentar um único imposto.

JC: Uma questão que está gerando vários debates atualmente é a Funasa, essa ação começou no seu governo, o que você tem a dizer sobre o assunto?

Celso (Totô): No dia 15 de maio de 2005, abrimos o site da Funasa e verificamos que tinha recursos para várias ações de saúde nos municípios brasileiros, Wenderson que trabalha na Prefeitura, entrou no sistema, entramos com o pedido de Saneamento Básico em dois convênios: o 2301/05 (para a rede de capitação do esgoto) e o 2387/05 (para a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto).  Trinta dias depois Confins apareceu sendo contemplada. Então começou a parte mais difícil do trabalho: Contratamos uma empresa para preparar toda a parte técnica juntamente com um engenheiro da nossa Secretaria de Obras, são exigidos muitos estudos, documentos, detalhes técnicos, vários procedimentos exigidos de forma muito minuciosa. O processo foi lento devido à complexidade. Eu como Prefeito na época também exigi muito empenho e transparência no processo, houve dias que tínhamos que ir três vezes à Funasa em Belo Horizonte num mesmo dia, viajar para Brasília e muito mais. No ano de 2006, com as eleições para presidente e governadores, aceleramos o processo, pois as verbas somente entravam para os municípios até 30 de junho, infelizmente nosso processo foi recusado e tivemos que aguardar até 2007, quando conseguimos entrar novamente com o processo e então começou a entrar as parcelas para execução da obra. As parcelas viriam em 3 etapas totalizando 6 milhões de reais, 5 milhões oitocentos e vinte mil reais da União e a contrapartida do município de 180 mil reais. Hoje a Prefeitura deve estar com algo em torno de quatro milhões de reais menos seiscentos e trinta e seis mil reais que utilizamos para uma etapa da rede que foi concluída no fim de 2008 e então caiu a segunda parcela. Mas como não conseguimos a reeleição procurei a atual administração e passei esse e outros processos para continuar em janeiro de 2009, entretanto pelo corre-corre de entregar tudo certo para a atual administração inclusive outras ações administrativas, o contrato com a empresa executora encerrou em 15 de dezembro de 2008. Isso não seria problema se a atual administração continuasse as obras, poderia ser com a empresa já contratada ou com outra escolhida por licitação, mas isso não aconteceu e a prefeitura foi notificada pela Funasa por quatro vezes, a última notificação chegou Setembro de 2009. Não sei os motivos pelo quais a atual administração não continuou as obras, o fato é que houve várias notificações e o Município se tornou inadimplente. Nesse momento fui procurado pelo prefeito Pezão e me prontifiquei a ajudar indo até a Funasa com ele a fim de conversar com o Dr. Ronaldo, pois Saneamento Básico é importantíssimo para Confins. Temos um Aeroporto Internacional onde entra e sai gente do mundo inteiro e por benção de Deus ainda não tivemos nenhum problema de epidemia por falta do saneamento, mas isso pode acontecer e eu falei com o atua prefeito, além do mais eram seis milhões de reais e não conheço nenhum prefeito que não queira esse dinheiro na sua administração. Como a Prefeitura não se reuniu com a Funasa, eu fui e conversei com Dr. Ronaldo, enviei uma notificação, mas o contrato venceu em novembro passado, mas mesmo com essa minha ação, a prefeitura deixou os convênios vencerem e passado esse um ano, desde 2008. Por fim, essa administração procurou a Funasa para pedir que alterassem o projeto para reduzir o valor da dívida acumulada, mas isso não é possível por entrar em desacordo com os objetivos dos convênios firmados, essa novela ainda está longe de terminar. 

JC: Outro assunto que também é diário na cidade é sobre a concessão da Copasa, o que você tem a dizer sobre isso?

Celso (Totô): Outra situação que estava acontecendo em paralelo era a concessão da Copasa que venceu ainda no meu governo, mas que não renovei, pelo fato de estar conduzindo o projeto da Funasa e que posteriormente irá negociar com a Copasa ou outra empresa de saneamento uma contrapartida, pois já teria toda infraestrutura de esgoto entregue pela Funasa, podendo reverter essa negociação em melhorias na cidade e em taxas mais acessíveis ao povo confinense na conta de água e esgoto. Nesse ano de 2009 foi mandado à Câmara um projeto de lei concedendo à Copasa mais trinta anos de administração da rede de água, sou favorável à concessão, entretanto no Projeto de lei que está em votação concede isenção total dos tributos para a Copasa em todo o período da concessão. Isso é um absurdo! Agora que o município precisa de mais verbas por estar crescendo, entra um projeto que ira afetar a população pelos próximos 30 anos, isso não se faz, quem pagará por essa isenção de tributos é a população. Gostaria de parabenizar o vereador Juninho que pediu vista no projeto e adiou a votação para uma melhor análise do texto. A vista pedida vai terminar e possivelmente o projeto vai para Câmara no próximo ano e será aprovado e o que irá acontecer? A Copasa não pagará nenhum tributo, fará o saneamento básico de Confins, repassará para a população o valor gasto no seu projeto e terá mais 30 anos de concessão! Vão passar vereadores e prefeitos e a população estará pagando por uma ação feita de maneira irresponsável e descomprometida. Isso não pode acontecer. 

JC: E como você acredita que ficará a cobrança na conta do cidadão confinense?

Celso (Totô): Se um cidadão paga hoje, uns R$ 40,00 na conta de água, passará a pagar aproximadamente uns R$ 80,00 pelo saneamento, que vem até descrito na conta.  Essa cobrança também iria acontecer no caso da execução da Funasa, mas o valor a ser repassado para a população será a manutenção do esgoto, um valor bem menor, pois o investimento mais pesado teria sido feito pelos convênios firmados com a Funasa. Lagoa Santa já tem boa parte da cidade saneada. Pedro Leopoldo está correndo atrás utilizando verbas do PAC e Confins que ganhou uma verba dessa natureza que na época foi uma das maiores em Minas Gerais, está perdendo esse dinheiro, pelo que vejo o prefeito é muito bem intencionado, mas está deixando para alguns de seus comandados a condução dessa situação, em minha opinião de forma bastante equivocada. Inclusive gostaria de deixar registrada uma fala do Zagueirinho, o Claudinei que disse que o processo foi todo errado, ele está precisando se informar, pois um órgão como Funasa não irá correr o risco de conceder seis milhões de reais a um município, se o processo estiver todo errado. Ele alegou que a rede principal iria passar no entorno da lagoa e isso poderia gerar indenizações, mas a lagoa é da nação e tem um limite legal que pode sim ser utilizado para esse fim. Sempre foi vontade de todas as administrações e da população a construção de uma orla em torna da lagoa e com a construção do esgoto quem sabe isso não seria o início da realização desse sonho? No mais os moradores que estão no entorno da lagoa iriam se beneficiar, pois já conduziriam seu esgoto para essa tubulação. Disse também que o motor que estava sendo comprado para a primeira elevatória era fraco, o motor orçado era de mais ou menos R$ 1.500,00, bastava comprar um motor de R$ 3.000,00 e dobrar a potência, é um valor que não prejudica em nada a prefeitura nem o projeto, outra coisa também alegada para não continuar o projeto é que o terreno comprado do saudoso Márcio Pirata é parte da lagoa, isso não é verdade, pois depois da redescoberta e desentupimento de um sumidouro em 2005 no meu governo, lá é apenas um terreno úmido, e hoje em dia com a tecnologia avançada, constrói-se prédio em cima d'água, não vai construir um reservatório num terreno úmido? Essas dificuldades são desculpas de pessoas que não querem continuar uma ação de desenvolvimento para a população. Veja bem eu não quero uma briga política, mas se for para que Confins seja saneado sem prejuízo da população, vou até em juízo se for preciso.

JC: Hoje você é um cidadão atuante na cidade, quais são suas atividades atualmente?

Celso (Totô): Hoje estou atuando na minha empresa, a Fatality – Empreendimentos e Prestação de Serviços Ltda. E no próximo ano vamos executar vários projetos, estou atuando junto a associações de empresas do município para criar uma entidade forte e que tenha ações benéficas para o município inclusive um trabalho de redirecionamento da população para obter bons empregos, principalmente para as mulheres, nas empresas associadas. Também estou conduzindo as reuniões dos Fumantes Anônimos (FA) tem ajudado muito s pessoas que estão de livrando nesse vício, as reuniões acontecem todas as quintas-feiras as 19h30 na Sociedade São Vicente de Paulo ao lado da Igreja Matriz. E nosso lema é “Dê de graça aquilo que você recebeu de graça”. Se você quiser parar de fumar, venha para o FA. No mais desejo a toda população um feliz natal e um ótimo ano novo para todos os seus familiares, muita saúde e paz para a realização de seus sonhos.

Última atualização Dom, 15 de Dezembro de 2013 14:57
 
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