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ENTREVISTA: JOÃO BATISTA DA SILVA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Adriano Marques   
Seg, 30 de Novembro de 2009 00:00

 

João Batista da Silva João Batista da Silva João Batista da Silva

João Batista da Silva, 62 anos de idade, 32 anos de casado, três filhos, um casal de netos. Professor, advogado, duas vezes vereador por Pedro Leopoldo e por Lagoa Santa, prefeito por Confins em dois mandatos e empresário. Em entrevista ao Jornal de Confins, o empresário fala de suas esperanças e preocupações para o desenvolvimento de Confins.

posto_ladi01posto_ladi01Jornal de Confins: O que você acredita ser o principal atrativo para Confins?

João Batista: Confins vive hoje em função do aeroporto que gera algo em torno de 70% da arrecadação do município e por esse fato obteve a emancipação, se não fosse isso, ainda seria um distrito com poucas chances de crescimento. A primeira administração foi uma dificuldade tremenda, Confins começou do zero, igual você começa uma casa no alicerce. A casa da prefeitura era alugada, os móveis foram cedidos pelo próprio prefeito para começar a labuta. Não tinha uma caneta e tinha pouquíssima arrecadação, o aeroporto com pouco movimento, poucas empresas instaladas. Esse quadro se manteve na segunda administração com alguns avanços. Houve um grande empenho da administração que não saia do gabinete do Governador, pedindo ações para alavancar o crescimento do aeroporto, lembrando que o aeroporto além de ter uma estrutura excepcional, ainda tinha o nome do avô (Tancredo Neves). Felizmente para o município as ações da segunda administração chegaram para Confins no final de sua gestão. Um grande problema enfrentado pelas duas primeiras administrações foram as inundações e com investimento pesado em canalização de água pluviais foram feitas galerias que estão debaixo de nossos pés e que não aparecem mas são reais. Então a terceira administração do Prefeito Totô (2005/2008), nadou em “água de rosas”. Confins já estava saneada pelas obras que citei, o aeroporto reativado em sua plena capacidade, tinha muito dinheiro para investimento e teve uma administração que todos sabem como foi. Agora entrou o prefeito Geraldo Gonçalves dos Santos, o Pezão que possui todas as condições para fazer uma boa administração.

JC: Então você acredita que os recursos para essa administração são melhores que nas primeiras administrações?

João Batista: Dinheiro tem e muito, cada ano que passa os recursos são ampliados. Além do reaquecimento do aeroporto, a construção de outro terminal para passageiros, o aeroporto industrial anexado ao atual, ainda tem os investimentos sendo feitos na linha verde, o Centro Administrativo que irá melhorar o vetor norte, o Rodoanel que irá passar todo o fluxo de mercadorias de vários pontos de Minas aqui dentro de Confins. Vai depender muito do atual e futuros administradores municipais para que Confins acompanhe esse desenvolvimento aqui será o coração da região metropolitana. Confins tem uma das melhores arrecadações per capita e creio que somente perde para Belo Horizonte, Contagem e Betim, e por isso a prefeitura tem que fazer, pois dinheiro tem com sobra. Você vê que a cidade está sendo asfaltada, a cidade é linda, mas ainda tem muita coisa por fazer e o administrador tem que ter boa visão, Confins é a porta de Minas Gerais para o mundo.

JC: E nessa visão de desenvolvimento, o que você percebe que pode ser investido no posto para que o mesmo acompanhe esse progresso?

João Batista: O posto ainda precisa de muitas coisas, tem uma boa localização, é muito arborizado e com isso atrai os transeuntes; abastecimento, restaurante e lanchonete. Mas podemos oferecer mais e nessa visão do aumento do fluxo de carros, estamos construindo sete apartamentos com banheiros e camas confortáveis que serão equipados com frigobar, televisão, internet e ventilador de teto. Ainda faremos uma loja de conveniências e uma boa churrascaria. Esse empreendimento está previsto para fevereiro ou março de 2010. Temos uma carência na cidade muito grande de hotelaria, são dois hotéis atualmente, mas com certeza há espaço para mais empresas nesse ramo. Futuramente já estamos planejando um Hotel amplo e confortável que irá ficar no terreno aqui ao lado do Posto com mais de vinte apartamentos. Não tem um hotel próximo ao aeroporto, daqui estamos a 5 minutos do aeroporto e com certeza quem puder investir nesse ramo estará fazendo um ótimo negócio para si e para o município.

JC: Você tem um público muito diversificado e entre eles estão os taxistas de Confins, e no momento estão com suas atenções voltadas para o processo licitatório da concessão desse serviço pelo município. O que você tem ouvido e o que você acha da ação da prefeitura?

João Batista: A ação da prefeitura é louvável, todos os serviços públicos demandam licitação e isso já deveria ter sido feito na administração passada, logo depois da liberação das placas, o aeroporto demandava urgência em 2005, mas a licitação deveria ter sido feita logo após essa permissão, acredito que se tivesse sido feita naquele momento, as perdas seriam menores. O processo foi se arrastando, agora o Ministério Público fez o ultimato. O atual prefeito de forma muito corajosa abriu o processo licitatório, infelizmente a licitação pode fazer com que alguns taxistas percam as placas, mas o processo é democrático. Lógico que ainda nada está definido, há possibilidade de impugnação, além de espaço para uma ação judicial para a manutenção do trabalho dos atuais permissionários, mas isso também são ações para prorrogar uma situação que de qualquer forma deverá ser solucionada da forma que está sendo feita. Torço para que os atuais taxistas mantenham seu serviço, pois a maioria é da nossa cidade e eles sendo cidadãos daqui, merecem executar esse serviço.

JC: Com o crescimento, vem os problemas de grandes cidades e o trânsito é um deles. No centro de Confins e em outros bairros ainda não há essa preocupação, mas aqui nessa região já dá para ver esse problema. O que você acredita que deve ser feito para controlar esse crescimento do trânsito?posto_ladi02posto_ladi02

João Batista: De fato o movimento em outras regiões da cidade ainda é bem menor, o trânsito está todo aqui. Esse local é um ponto estratégico e a gente vê o crescimento do fluxo e o perigo que estão correndo nossos cidadãos. Numa ação de preocupação e parceria com a administração, fizemos um pedido formal que foi protocolado em 26/10/2009. Nesse pedido solicito a colocação de um semáforo no cruzamento aqui em frente do posto, pois no dia-a-dia vemos que o trânsito está muito intenso. O semáforo é um pedido que pode ser substituído por outra ação bem estudada de modo a proteger os motoristas e pedestres, isso já era uma reivindicação em administrações passadas, mas o movimento teve um enorme crescimento no último ano e isso é urgente e necessário. Outro problema é a Rua Lapa Vermelha, solicitamos  que seja mão única no sentido cidade/rodovia, pois a rua não tem uma pavimentação adequada para trânsito de caminhões carregados e que passam por essa rua por ser um bom atalho. Mudando o sentido do trânsito, o caminhão passará descarregado e o impacto será menor conservando o asfalto por mais tempo, e na volta ele passará pela rodovia e depois pela Rua Lindonor Ribeiro que está preparada para esse maior fluxo de caminhões carregados. Com certeza os moradores dessa região ficarão muito satisfeitos com a execução dessas duas ações.

JC: Você falou algo interessante, “Confins é uma cidade pacata”, mas ultimamente tem acontecido pequenos furtos, você acredita que isso é decorrente do crescimento ou pode ter outras questões envolvidas que fragilizam a segurança pública?

João Batista: A segurança pública está deixando a desejar. Todos sabem que estão envolvidos nos assaltos, menores infratores, que a legislação beneficia por essa condição. Quando são presos, rapidamente são soltos, essa questão tem que envolver o Conselho Tutelar, o menor tem que pagar com serviços comunitários para que sejam inibido. Também precisam de uma ocupação remunerada para que ocupem seu tempo e possam ter outras formas de ganho. O consumo de drogas e bebidas deve ser coibido, com espaços para os jovens terem divertimento, esporte e se ocuparem. Uma ação mais importante para que a segurança pública se fortaleça é a vinda de um delegado para cidade, no início da cidade, aqui não tinha quase nada, mas tinha um delegado que despachava todas as questões de segurança e hoje se você precisar de uma tarjeta no carro tem que se deslocar para Vespasiano e se sujeitar ao favor de outros, Confins tem que se impor, tem que ter autonomia para exigir da Secretaria de Segurança Pública um delegado, estamos perto de um aeroporto onde desce contrabandistas e traficantes e lá temos a polícia federal. Então o delegado deve estar lotado aqui na cidade. O prefeito tem que buscar essa parceria, não estou criticando, muito pelo contrário, ele é um companheiro, mas precisa de orientação sobre esse assunto. Acredito que a polícia deve ser severa, se não for o meliante toma conta. Esses dias eu fui parado no centro e se não estivesse com documento, eles levariam o veículo. É preciso ordem, documentados em dia, condições para direção, seguir a lei. A polícia deve tomar as medidas para as irregularidades sem privilégios para ninguém.

JC: Quais são suas últimas palavras?

João Batista: Reforço que meus pedidos são urgentes, não têm cunho eleitoreiro. Há uma necessidade dos cidadãos que me procuram e questionam sobre esses e outros assuntos, como cidadão atuante e preocupado com a cidade coloco-me a disposição para ajudar no que for possível. Aproveitando o ensejo convido a todos os vereadores, prefeito, vice-prefeito, assessores, secretários e principalmente toda a população para que venham tomar uma cervejinha, comer ou abastecer aqui no Posto. Pode vir em dia de jogo do Campeonato Brasileiro que estamos sempre transmitindo para os clientes. Todos são muito bem-vindos e depois de consumir qualquer bebida alcoólica sugiro que volte para casa a pé ou conduzido por nossos competentes taxistas.

Última atualização Seg, 07 de Março de 2011 09:45
 
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