Além do assassinato da jovem, o réu foi condenado ainda por outros 11 crimes ocorridos em 2008
Lindemberg, acusado de matar a ex-namorada Eloá, é visto no banco dos réus. Foto: DIOGO MOREIRA/FUTURA PRESS/AE
A Justiça condenou Lindemberg Alves, de 25 anos, a 98 anos e 10 meses de prisão pela morte de Eloá Cristina Pimentel e pelos outros 11 crimes pelos quais era acusado. Ele também terá que pagar 1.320 dias-multa. Durante a leitura da sentença, o réu, que não poderá recorrer em liberdade, permaneceu o tempo todo de cabeça baixa.
Em sua decisão, a juíza Milena Dias considerou que Lindemberg agiu de forma fria e premeditada. Além disso, ele não admitiu que a ex-namorada poderia terminar o relacionamento com ele. "O réu agiu com frieza, premeditadamente em razão de orgulho e egoísmo", entendeu a juíza.
Além do cárcere e assassinato de Eloá, Lindemberg foi condenado por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe contra Nayara Rodrigues da Silva, amiga de Eloá; por outra tentativa de homicídio qualificado, com finalidade de assegurar a execução de outros crimes, contra o policial militar Atos Antonio Valeriano; cárcere privado de Nayara e dos adolescentes, colegas de Eloá, Victor Lopes de Campos e Iago Vilera de Oliveira; cárcere de Ronikson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá; e disparos de arma de fogo.
Apesar de ter sido condenado a 98 anos e 10 meses de prisão, pela lei brasileira, o preso só pode ficar 30 anos na cadeia.
O crime, que teve repercussão mundial, ocorreu na casa da vítima, em Santo André, na Grande São Paulo, em 2008. Antes de ser assassinada, a adolescente, na época com 15 anos, foi mantida em cárcere privado por mais de cem horas.
O julgamento de Lindemberg durou quatro dias. Neste período, foram ouvidas 13 testemunhas. O júri que decidiu o futuro dele era formado por seis homens e uma mulher.
Confissão
Após quase quatro anos do crime, Lindemberg falou pela primeira vez sobre o assassinato e confessou, no tribunal, que atirou em Eloá, mas garantiu que não premeditou o assassinato. O julgamento foi marcado também por uma polêmica. A advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, falou no plenário que a juíza Milena Dias deveria 'voltar a estudar'. Durante a leitura de sentença, a magistrada informou que requisitou ao Ministério Público que apure a declaração dada pela advogada, já que ela considerou que houve crime contra a honra.
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