Fluxo aumentará 10% em dezembro em relação a igual período de 2010
Líder. No dia 28 de dezembro do ano passado, o índice de atraso de voos em Confins chegou a 50%; a média nacional foi de 22%. Foto: DANIEL IGLESIAS/28.12.2010Chuvas, obras e um movimento no mínimo 10% maior no fluxo de passageiros. Ontem, a superintendente do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), Maria Edwirges Madeira, anunciou uma sala com capacidade de acomodar 500 pessoas em caso de atrasos, aumento de 30% no quadro dos funcionários, 100% dos guichês funcionando e a implantação de um Centro de Gerenciamento Aeroportuário (CGA). Entretanto, deputados da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) acham que as medidas não serão suficientes para evitar o caos típico de fim de ano. As medidas entram em vigor em 15 de dezembro.
A Infraero ainda não estimou de quanto será o aumento específico para o fluxo de passageiros em Confins. Entretanto, a projeção para o Brasil é de um aumento de 10%. Se o aeroporto mineiro seguir essa previsão, em dezembro cerca de 740 mil pessoas passarão por lá, contra as 670 mil de dezembro do ano passado. "Se no ano passado Confins foi campeão de atrasos entre os aeroportos do país, imagina agora, com o movimento muito maior e o terminal em reforma?", critica o deputado Vanderlei Miranda (PMDB).
Na virada do ano passado, Confins liderou o ranking de voos atrasados. Pelo menos de 26 de dezembro de 2010 a 3 de janeiro de 2011, ele teve índices maiores do que a média brasileira. O dia mais crítico foi 3 de janeiro, quando 54% dos voos programados para Confins registraram atrasos de mais de meia hora, contra a média de 35% do Brasil. Segundo Miranda, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) errou em autorizar o início das obras neste momento. "É claro que a reforma é necessária, mas começar em pleno período de chuva, quando o aeroporto receberá muito mais gente para o fim do ano, é um equívoco", comenta Miranda.
Editoria de ArtePlano. A superintendente de Confins afirmou, durante audiência pública realizada ontem na Assembleia, que o aeroporto está preparado para a alta temporada. Ela anunciou que haverá balcões especiais das companhias áreas para atender reclamações - exigência da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) - e lembrou que as companhias têm dado ênfase à questão do check-in pela internet, para que o passageiro possa escolher o assento com antecedência, chegar ao aeroporto e ter agilidade no despacho das bagagens", disse.
Outras ações desenvolvidas para dezembro serão a disponibilidade de ônibus extras saindo da rodoviária de Belo Horizonte e aumento do número de táxis no aeroporto. Ela ressaltou que só não há como controlar as condições do clima. "Temos que contar com São Pedro, não havendo fechamento de aeroportos por condições de meteorológicas, a aviação flui melhor", diz Edwirges.
Compartilhamento: Empresas dividirão check-in
São Paulo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) regulamentou a possibilidade de uso compartilhado das áreas de check-in (sistemas de processamento de passageiros e bagagens) nos aeroportos brasileiros, por meio da Resolução 208, publicada anteontem no "Diário Oficial da União".
Segundo a Anac, "o compartilhamento de guichês e totens de autoatendimento pelas companhias aéreas vai reduzir o tempo de espera para o embarque nos horários de pico, evitando atrasos e proporcionando maior conforto aos passageiros".
A nova regra permite que o administrador aeroportuário determine que balcões ociosos de uma determinada empresa, em horários de grande movimento, possam ser utilizados por outras companhias.
O compartilhamento também abrange terminais de controle de acesso aos portões de embarque e de desembarque.
Passagens aéreas sobem dez vezes acima da inflação
São paulo. Os preços das passagens aéreas no Brasil dispararam nos últimos meses e acumulam alta de 56,3% no ano até novembro. A variação é a maior da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em agosto de 2006. O reajuste das tarifas é quase dez vezes maior que a inflação medida pelo IPCA-15, que é de 5,95% no período.
"O preço das passagens aéreas vem pressionando a inflação nos últimos meses e tem subido bastante por fatores como aumento de renda, procura grande por voos e realização de eventos importantes em cidades como o Rio de Janeiro, que atraem grande volume de pessoas e aumentam a demanda por passagens aéreas", afirmou ao iG Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE.
As tarifas de voos domésticos começaram a subir com intensidade a partir de setembro (23,4%). Em outubro, subiram 14,2% e, em novembro, 4%.
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