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Expansão de 2009 a 2013 (Fase 1). Foto: Editoria de arte do Hoje em Dia
BELO HORIZONTE (25/11/11) - Mais um passo foi dado nesta sexta-feira (25), para a implantação do Terminal 2 do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN). Dois consórcios, formados por seis empresas, apresentaram à Comissão Especial de Licitação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), os documentos de habilitação, no processo que irá escolher a empresa responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia do terminal. São eles: os consórcios Concremat/Themag e Magi-2, liderado pela PJJ Malucelli Arquitetura Ltda. A abertura dos envelopes transcorreu normalmente.
A partir de agora, a Comissão Especial de Licitação irá analisar detalhadamente a documentação de habilitação das empresas e, em seguida, serão avaliadas as propostas técnica e financeira. As perspectivas são de que, contados os prazos legais para a apresentação de recursos, o vencedor da concorrência internacional possa ser conhecido já no mês de janeiro de 2012.
Atualmente, a capacidade instalada do AITN é de 5 milhões de passageiros/ano, mas a movimentação deverá atingir, ainda em 2011, 9 milhões de passageiros. A projeção é de que a capacidade de passageiros do aeroporto chegue, em 2020, a um total de 20 milhões/ano.
"A expansão do AITN está inserida nas diretrizes do masterplan elaborado por Changi Airport Consultants, já aprovado pela Infraero e que foi contratado pelo Governo de Minas Gerais. Os esforços de ampliação da capacidade do aeroporto estão sendo feitos, não apenas em função da proximidade da Copa do Mundo da Fifa em 2014, mas principalmente para consolidar o AITN como um novo grande hub de cargas e passageiros para a região Sudeste do Brasil e América do Sul, essencial para impulsionar a diversificação da nossa economia", enfatizou o subsecretário de Investimentos Estratégicos da Sede, Luiz Antônio Athayde Vasconcelos.
Aeroporto Indústria
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o Governo de Minas Gerais estão avaliando o novo modelo de licitação para o Aeroporto Indústria, que irá operar na área do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), sem a necessidade de um operador logístico. Os critérios da concorrência serão decididos em uma reunião, prevista para esta sexta-feira. O Aeroporto Indústria de Minas Gerais é o primeiro do país e foi credenciado pela Receita Federal em 2005, com o objetivo de aumentar a competitividade internacional das empresas que irão se instalar nesta área.
Pelo novo modelo de concorrência, as áreas dos lotes disponíveis deverão ser concedidas diretamente às empresas interessadas. A proposta do Aeroporto Indústria é atrair empresas com produtos de alto valor agregado que têm no modal aéreo o principal meio de transporte e que irão operar dentro de um regime aduaneiro diferenciado. A proposta integra a plataforma logística da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
O Aeroporto Indústria, em sua fase I, já conta com a infraestrutura em fase final de implantação, com investimentos de R$ 18 milhões. Conforme o edital publicado pela Infraero em outubro, a concorrência realizada pela Infraero previa a concessão do uso de áreas, com extensão total de 205.813m², destinadas à administração e exploração comercial de condomínio industrial logístico pertencente ao Aeroporto Indústria e um Centro Empresarial Logístico. Durante a abertura de envelopes realizada na quinta-feira (23), no entanto, nenhuma empresa de logística apresentou proposta.
"Tudo o que é novo gera curiosidade e alguma incompreensão. Mas estamos determinados a seguir em frente, motivados pelo aspecto inovador do conceito de aeroporto indústria. Não há falta de interesse por parte das empresas industriais. Há grupos que produzem itens de alto conteúdo tecnológico que já manifestaram interesse e nosso objetivo final é oferecer oportunidades para que a economia se diversifique e amplie a capacidade de geração de empregos de qualidade", completou Luiz Antônio Athayde.
Além de oferecer oportunidades de negócios, o Aeroporto Indústria tem como principal característica o tratamento tributário diferenciado, com suspensão dos impostos federais e estaduais, tanto para a importação de componentes, como para a exportação de produtos acabados de alto valor agregado. A primeira empresa instalada nesta área e que iniciou a operação-piloto, durante a fase de homologação pela Receita Federal do sistema de software de controle, foi a Clamper, que produz equipamentos eletrônicos (protetores contra surtos elétricos, para proteção de instalações de escritórios, indústrias e residências).
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